24 de abr. de 2012

A Tomossíntese ou mamografia tomográfica


A Tomossíntese ou mamografia tomográfica digital é uma técnica de aquisição de múltiplas imagens da mama, obtidas de diferentes angulações do tubo de raios X, enquanto a mama permanece em posição constante. As imagens produzidas são reconstruídas em cortes finos de alta resolução que podem ser visualizados individualmente ou de um modo dinâmico.
Nesta técnica as imagens são adquiridas imagens em 3D do tecido mamário comprimido em diferentes planos  durante um curto tempo. Os cortes finos reconstruídos reduzem ou eliminam os problemas causados pelo tecido sobreposto e o ruído da estrutura anatômica que aparecem na imagem em 2D na mamografia digital.
A irradiação da mama é feita de tal forma que a dose de radiação resultante é igual às duas projeções obtidas para rastreamento em uma mesma mama. Devido à utilização de diferentes algoritmos de resolução, a mama pode ser visualizada em múltiplos planos  e em várias profundidades paralelas à superfície do detector.


Aquisição da imagem.


Projeções e reconstrução das imagens.


Imagem adquirida.


Vantagens da Tomossíntese em relação à Mamografia Digital:

Diminuição de erros;
- Aumento na detecção de neoplasias;
- Redução de dose;
- Maior precisão na localização de lesões;
- Rápido tempo de revisão;
- Menor quantidade de biópsias.



18 de abr. de 2012

Principio ALARA ou Principio de Otimização



ALARA
ALARA (As Low As Reasonably Achievable) é um acrônimo para a expressão “tão baixo quanto razoavelmente exequível”. Este é um princípio de segurança de radiação, com o objetivo de minimizar as doses a pacientes e trabalhadores e os lançamentos de resíduos de materiais radioativos empregando todos os métodos razoáveis.
Bases para ALARA
A filosofia atual de segurança da radiação é baseada no pressuposto conservador de que a dose de radiação e seus efeitos biológicos sobre os tecidos vivos são modelados por uma relação conhecida como “hipótese linear”. A afirmação é que cada dose de radiação de qualquer magnitude pode produzir algum nível de efeito prejudicial que pode se manifestar como um risco aumentado de mutações genéticas e câncer. O principio ALARA é usado como base para orientar todas as etapas do uso médico de radiação, os projetos de instalações dos equipamentos de irradiação e os procedimentos de proteção.
Implementação do programa ALARA
Um programa ALARA eficaz só é possível quando um compromisso com a segurança é feito por todos os envolvidos. As diretrizes e regulamentos não exigem apenas aderência aos limites de dose legal para o cumprimento regulamentar, mas também a investigação das doses que servem como pontos de alerta para o início de uma revisão do trabalho prático de um trabalhador de radiação.
Redução de Exposições de Radiação Externa
Os três princípios fundamentais para auxiliar na manutenção de doses ALARA são:
·         Tempo – minimizando o tempo de exposição direta, reduz-se a dose de radiação;
·         Distância – dobrando a distância entre o corpo e a fonte de radiação, a exposição à radiação será dividida por um fator quatro;
·         Blindagem – materiais de absorção utilizando plexiglas para as partículas beta e chumbo para raios X e raios gama são uma forma eficaz de reduzir a exposição à radiação.
Efeitos da Radiação, segundo a International Comission on Radiological Protection (ICRP 2266[1])
Os efeitos estocásticos dependem da dose e não têm limiar, levam à transformação celular, com alteração aleatória no DNA de células que continuam a reproduzir-se, a exemplo dos efeitos hereditários. Já os efeitos determinísticos têm limiar de dose; a severidade do dano aumenta com a dose, a exemplo da esterilidade (na faixa de 2,5 – 6 Gy).
Dose Efetiva
A dose efetiva (E) é a relação entre a probabilidade de efeitos estocásticos e o equivalente de dose. Depende também do tecido irradiado. É necessário definir a nova grandeza, derivada do equivalente de dose, para indicar a combinação de doses diferentes para diversos tecidos, de tal modo que fique bem relacionada com os efeitos estocásticos devido a todos os órgãos. Já em 1977, a ICRP introduziu o conceito de “equivalente de dose efetiva” como uma dose média ponderada por fatores de peso derivados do risco de morte para trabalhadores causados por câncer nos órgãos irradiados. A dose efetiva é estimada pela seguinte equação:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2cxNpXs7Y33pxbds3OBnfia3VFpvKcw-CjGr1_qNH8PgMgxcwew_K2xXR8c0_XlHxhRPmJsZKfM6R8N25KR9tevAStnOmrWgb8iuJkEJq27Why4nXzWopOlngeittfT1LLyoTAS78fahc/s320/latex2png_2.png


wT - é o fator de ponderação do tecido T;
HT – é o equivalente de dose a ele atribuído;
∑ wT = 1 (de acordo com o ICRP 103, 2008[2]).
O limite de dose efetiva do trabalhador é 20 mSv/ano; já o limite para o público é de 1mSv/ano (em casos especiais, pode ser usado um limite maior sem ultrapassar 1mSv/ano). Em circunstâncias especiais, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) poderá autorizar um valor de Dose Efetiva de até 5 mSv em um ano, desde que a Dose Efetiva média em um período de 5 anos consecutivos, não exceda a 1mSv por ano.
Como são os limites de doses anuais ocupacionais relacionados com o conceito ALARA?
Os limites de dose anuais de trabalho foram derivados de um estudo sobre os efeitos biológicos de radiação observados nos seres humanos e animais durante o século 20. Os limites máximos são promulgados de acordo com o quanto o trabalhador deverá ser exposto à radiação a ser aplicada e se isso resulta em um nível de exposição seguro.
Limites máximos de dose anual ocupacional:
De corpo inteiro ... ... ... ... ... ... ... ... 0,05 Sv
Extremidades ... ... ... ... ... ... ... .... 0,5 Sv
Cristalino ... ... ... ... ... ............... .. 0,15 Sv
Os indivíduos do Público em Geral ... 0,001 Sv
O conceito ALARA impõe menor limite de dose ocupacional, que é ainda mais restritivo do que o limite máximo de dose legal da tabela acima. Isso garante um fator de segurança reforçada para os já considerados níveis seguros de doses anuais para os trabalhadores contra a radiação. Os limites de dose de radiação têm como objetivo impedir os efeitos determinísticos e limitar efeitos probabilísticos. Os limites primários anuais de Equivalente de Dose são estipulados pelas Diretrizes Básicas de Radioproteção da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), (NN 3.01) [3].
Níveis de risco, segundo a CNEN – ( Posição Regulatória 3.01/004[3]):
- Nível de registro (0,2 mSv/mês para Dose Efetiva), aplicado no programa de monitoração individual;
- Nível de investigação (para Dose Efetiva 6 mSv/ano ou 1 mSv/qualquer mês), valor acima do qual justifica-se investigação relativa a um determinado evento;
- Nível de intervenção (1,6 mSv/mês para dose efetiva), interfere na cadeia normal de responsabilidades com o afastamento do profissional para a investigação. Cada caso deve ser analisado cuidadosamente.
O que acontece se um trabalhador ultrapassar a dose ALARA de investigação?
Se a dosimetria de radiação de um trabalhador indicar que um nível de investigação tenha sido excedido, é enviada uma notificação para o trabalhador e as suas doses passam a ser monitoradas de perto durante o restante do ano civil; deve-se, então, discutir os métodos de trabalho para limitar a dose potencial.
ALARA e os cuidados com a trabalhadora grávida
1- Recomenda-se um máximo de 1mSv na superfície do abdômen da mulher durante toda a gravidez (CNEN NN 3.01[3] ítem 2.4.22);
2- Toda trabalhadora gestante deve ser afastada das áreas controladas (MT NR 32 item 32.6.3[4]).

15 de abr. de 2012

O que é gradil costal?

Gradil costal é a denominação dada a todo o conjunto de ossos da região do tórax (costelas, osso esterno, vértebras), bem como às suas articulações, as quais realizam movimentos que levam às variações de todo o arcabouço e, consequentemente, às mudanças de volume que garantem a entrada e saída de ar dos pulmões nos movimentos respiratórios. O gradil costal forma uma estrutura como uma 'gaiola', dentro da qual se encontram protegidos os pulmões e o coração.

1 de dez. de 2011

Incidência Submentovértice "Hirtz"

Advertência: Afaste a possibilidade de fratura ou subluxação cervical no paciente traumatizado antes de tentar essa incidência.

Proteção Proteja a região torácica superior do paciente (a proteção do pescoço e da tireóide obscurecerá a área de interesse).
Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outros objetos removíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com o paciente na posição ortostática ou em decúbito dorsal.
Elevar o queixo do paciente, hiperestendendo o pescoço se possível até que a
linha infra-orbitomeatal (LIOM) esteja paralela ao filme .

Apoiar a cabeça do paciente pelo vértice.
Alinhar o plano mediossagital perpendicularmente à linha média do porta-
filme ou mesa/superfície de Bucky, evitando rotação e/ou inclinação.
Decúbito dorsal: Com o paciente em decúbito dorsal, estenda a cabeça do
paciente acima do fim da mesa e apóie o porta-filme e a cabeça conforme
mos­trado, mantendo a LIOM paralela ao filme e perpendicular ao RC Se a
mesa não se inclinar como mostrado na Fig. 11.48, use um travesseiro sob o
dorso do paciente para permitir extensão suficiente do pescoço.
Ereta: Se o paciente for incapaz de estender suficientemente o pescoço,
compense através da angulação do RC para mantê-Io perpendicular a LIOM.

Essa posição é muito desconfortável para os pacientes tanto na posição
ortostática quanto no decúbito dorsal; realize o exame o mais rápido possível.

O RC é perpendicular à linha infra-orbitomeatal.
Centralizar a 3/4 de polegada (2 cm) anterior ao nível das MÃES (a meio
caminho entre os ângulos da mandíbula).
Centralizar o receptor de imagem (filme) em relação ao Rc.
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).
Colimação Colimar nas margens externas do crânio.
Respiração Prender a respiração.
Critérios Radiográficos
Estruturas Mostradas: Forame oval e espinhal, mandíbula, seio esfenoidal e
células etmoidais posteriores, processos mastóides, cristas petrosas, palato
duro, forame magno e osso occipital.

Posição: Extensão correta do pescoço e a relação entre a LlOM e o RC,
indicada pelos côndilos mandibulares projetados anteriormente às pirâmides
petrosas e osso frontal e sínfises mandibulares sobrepostos. . Ausência de
rotação ou inclinação, como indicado pela distância igual bilateralmente dos
côndilos mandibulares até a borda lateral do crânio.
Colimação e RC: Todo o crânio é visualizado na imagem, com o forame magno
no centro aproximado. . Bordas de colimação visíveis nas margens externas do crânio.
Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizar
a superfície externa do forame magno. . Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.

Método Ducroquet "RX Quadril"


É importante realizar estas incidências, com o uso do cilindro de extensão, para obter uma imagem com melhor definição da articulação femuro-acetabular, focalizando melhor o feixe de raios-x.

Raio Central: 8cm abaixo e 5cm medial à EIAS inferior

Paciente em decúbito dorsal.
Flexionar fêmur e joelho(lado de estudo), formando um ângulo de 90°.
Abduzir o MMII a ser radiografado em 45°
Raio perpendicular à mesa e centrado no ponto médio entre a sínfise púbica e a espinha ilíaca ântero-superior.
Esta radiografia mostra bem uma boa mobilidade na incidência de Ducroquet. Podemos visualizar o colo femoral bem alongado, trocanter menor visível em perfil internamente.

Método Lequesne " RX Quadril Região Acetábulo "


É importante realizar estas incidências, com o uso do cilindro de extensão, para obter uma imagem com melhor definição da articulação femuro-acetabular, focalizando melhor o feixe de raios-x.

Raio Central: 5cm abaixo e 5cm medial à EIAS inferior

Raio Central: 5cm abaixo e 5cm medial à EIAS inferiorÉ importante realizar estas incidências, com o uso do cilindro de extensão, para obter uma imagem com melhor definição da articulação femuro-acetabular, focalizando melhor o feixe de raios-x.

Raio Central: 5cm abaixo e 5cm medial à EIAS inferiorr estas incidências, com o uso do cilindro de extensão, para obter uma imagem com melhor definição da articulação femuro-acetabular, focalizando melhor o feixe de raios-x.

Inicialmente colocar o paciente em perfil com o lado a ser estudado próximo ao filme. Partindo deste perfil rodar o paciente no sentido posterior formando um ângulo de 25° com o perfil ou 65° em uma oblíqua posterior.

Em uma incidência de lequesne, podemos observar uma possível impactação entre a cabeça do fêmur e a região do acetábulo, diminuição do espaço articular e a cobertura do acetábulo

28 de nov. de 2011

Método de Law Modificado " Mastóides "


Tirar todos os metais, plásticos e outros objetos
removíveis da cabeça. Posicionar o paciente ereto ou pronado. Prenda
cada aurícula à frente para evitar sobreposição do mastóide.

Posição do Paciente
Colocar a face lateral da cabeça contra a superfície da mesa/Bucky vertical,
com o lado de interesse mais perto do filme; para o conforto do paciente
é necessário que o corpo fique oblíquo.
Alinhar o plano mediossagital com a superfície da mesa/Bucky verti­cal.
A partir da posição lateral, rodar a face 15° em relação ao filme. Previna-se
contra inclinação mantendo a linha interpupilar perpendicular à superfície
da mesa/Bucky vertical.
Ajustar o queixo para trazer a liaM perpendicular à margem anterior do filme.
Raio Central
Angular o RC 15° caudal.

Centralizar o RC para sair na ponta do mastóide inferior e para entrar 2,5 cm
(1 polegada) posterior e superior ao MAE superior.

DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).
Colimação Colimar para produzir um tamanho de campo quadrado de
aproximadamente 10 cm (4 polegadas).
Respiração Interromper a respiração durante a exposição.
Critérios Radiográficos
Estruturas Mostradas: . Perspectiva lateral das células aéreas mastóides e
labirintos ósseos mais próximos do filme.
Posição: O posicionamento correto é indicado pelo seguinte:
Mastóide de interesse (lado para baixo) visualizada sem superposição da
mastóide oposta (lado de cima) . Articulação tempo romandibular visualizada
anteriormente à mastóide de interesse. Aurícula do ouvido não-superposta
à mastóide.
As células aéreas mastóides de interesse estão localizadas
no centro do campo colimado, centralizadas logo posteriores ao MAE.
Critérios de Exposição:Densidade e contraste ótimos para visualizar as
células aéreas mastóides. Margens ósseas nítidas indicam ausência
de movimento.

Método de Rhese " Forames Ópticos "


Tire todo metal, plástico e outros objetos remo­víveis
da cabeça. A posição do paciente é de pé ou em decúbito dorsal.

Posição da Parte E8
Como uma referência inicial, posicione o queixo, a bochecha e o nariz do 
paciente contra a superfície da mesa/Bucky vertical (veja Observações).
Ajuste a cabeça conforme necessário, de maneira que o plano mediossagital
forme um ângulo de 53° com o filme. (Um indicador de ângulo deve ser utilizado
para obter um ângulo de 53° preciso a partir de uma posição lateral.)
Posicione a linha acantiomeatal perpendicular ao plano do filme.
Raio Central
Alinhe o RC perpendicular ao filme, centrado na órbita voltada para baixo.
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).
Colimação Colime em todos os lados para produzir um tamanho de campo
de aproximadamente 4 polegadas (10 cm) em cada lado.
Respiração Prender a respiração durante a exposição.
Observações: Essa incidência é chamada algumas vezes de posição "com
três pontos de apoio" (queixo, bochecha e nariz).

Para obter uma imagem nitidamente detalhada do forame óptico, o uso de
um ponto focal pequeno e de colimação estreita é essencial.
Critérios Radiográficos
Estruturas Mostradas: Secção transversal de cada canal óptico e uma visão
não-distorcida do forame óptico.

Posição: O posicionamento preciso projeta o forame óptico no quadrante
inferior externo da órbita. (Essa incidência ocorre quando a linha acantiomeatal
é colocada corretamente perpendi­cular ao filme.)
Colimação e RC: O forame óptico está localizado no centro da imagem.
As margens orbitárias são incluídas no campo colimado.
Critérios de Exposição: O contraste e a densidade são suficientes para
visualizar o forame óptico. Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.


Rx Mento Naso " Método Waters "

Escanometria Membros Inferiores " MMII "


Esse exame para os membros inferiores é comumente realizado em cada 
membro separadamente, e as medições são comparadas quanto a 
discrepâncias de comprimento dos membros. Ele também pode ser feito 
bilateral­mente através da colocação de uma régua sob cada membro (ou 
de uma régua a meio caminho entre eles) e da radiografia de ambos os 
membros simultaneamente em um filme maior colocado longitudinalmente. 
Esse método exige centralização do raio central a meio caminho entre os 
membros no nível das respectivas articulações. 
Medições mais precisas são possíveis, entretanto, se cada membro é 
radiografado separadamente, devido ao raio central localizado mais 
centralmente. A seleção de método deve ser determinada por protocolo 
departamental, mas algumas referências sugerem que, se a discrepância 
de comprimento dos membros inferiores é de mais de 2,5 cm, os membros 
devem ser radiografados separadamente*

Proteção Coloque cuidadosamente o escudo protetor para ovários ou para 
testículos de tamanho apropriado, de forma que nem os quadris nem a 
régua sejam obscurecidos.

Quadril em AP 
Centralize a cabeça e o pescoço (aproximadamente 2 cm (3/4 de polegada) 
acima do nível da sínfise pubiana ou no nível superior do trocanter maior) 
para raio central perpendicular. 
Centralize a porção superior do filme no raio central. (Assegure-se de que 
as três áreas de exposição do quadril, joelho e tornozelo não se sobreponham.) 
Faça um campo de colimação estreito para incluir as regiões da cabeça, do 
pescoço e do trocanter maior. Assegure-se de que a margem superior da 
cabeça do fêmur esteja incluída no filme para medição do comprimento total 
do fêmur. 

Joelho em AP 
Centralize a articulação do joelho (2 cm (3/4 de polegada) distal ao ápice da 
patela) para raio central perpendicular. 
Assegure campo de colimação estreito, centralizado à região média do filme. 
Reduza os fatores de exposição da técnica de quadril para a de joelho. 

Tornozelo em AP 
Centralize a articulação do tornozelo (a meio caminho entre os maléolos) para 
raio central perpendicular.


27 de nov. de 2011

Rx Coluna Lombar

Histerossalpingografia

Exame utilizado para o diagnóstico de anomalias congênitas do útero ( e.g. útero
septado, bi-córneo), e na avaliação de infertilidade
.
•Deverá ser realizado sempre do 6° ao 10° dia do ciclo menstrual, fase em que, em geral, não há o risco de haver gravidez inicial. •Neste período também o istmo cervical está mais distensível e as trompas de Falópio são mais facilmente preenchidas pelo meio de contraste.
•A bexiga deve ser esvaziada imediatamente antes do exame.

HISTEROSSALPINGOGRAFIA – TÉCNICA DO EXAME
Paciente deve ser colocado em posição de litotomia na mesa de exame. -O óstio externo deve ser visualizado através de um espéculo vaginal e realiza-se, então, antissepsia com iodofor. -O lábio anterior da cérvix é preso com pinça adequada (histerolabo) e retificada para introdução da cânula no canal cervical. -O meio de contraste, que deve estar na temperatura do corpo, é então, lenta e suavemente, injetado sob controle fluoroscópico.

INDICAÇÕES
•INFERTILIDADE : anormalidades congênitas do útero e obstrução tubária são demonstradas.
Anormalidades estruturais do útero e tubas uterinas podem ser excluídas antes da
inseminação artificial.
•APÓS CIRURGIA TUBÁRIA :pode demonstrar a patência e configuração das trompas depois
de cirurgia por obstrução tubária, após ligadura tubária e gestação ectópica.
ABORTOS RECORRENTES : a largura e configuração do óstio interno e do canal cervical
em casos de abortamentos do terceiro trimestre bem como distorções da cavidade uterina por anormalidades congênitas ou miomas que causam abortos precoces podem ser
determinados.
-SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL : a HSG complementa a curetagem na investigação de desordens menstruais e pode mostrar miomas, pólipos endometriais, aderências intra-uterinas.
-CICATRIZ PÓS-CESARIANA : a integridade da cicatriz é bem demonstrada por histerografia

Rx Cranio "(Método de Towne e Caldwell)"

Ecrans



1 O ecran é constituído por um suporte de material radio transparente e de plástico ou outro similar.
2 A emulsão deverá ser uniforme em espessura e número igual de cristais por cm2.
3 A intensidade da luz emitida pelo ecran é diretamente proporcional à quantidade de raios X recebida e ao tamanho dos cristais.
4 A nitidez da imagem é inversamente proporcional ao tamanho dos cristais.
5 Para um mesmo efeito luminescente, os ecrans de cristais maiores requer menos raios X.
6 A sensibilidade do ecran é maior quando constituído por cristais maiores e é chamada de ecran rápido.
7 Se os cristais que o constituem forem menores a sua sensibilidade será menor e é denominado ecran lento.
8 Para um mesmo efeito luminescente o ecran lento requer mais raios X.
9 Por menor que sejam os cristais utilizados nos ecrans a nitidez da imagem radiográfica é sempre, menor do que as radiografias tomadas sem ecran.
10 Os ecrans rápidos são utilizados em radiografia que não requeira grande nitidez e que, exija pequena dosagem (tempo de exposição curto). Radiografia de tubo digestivo, por exemplo.
11 Os ecrans lentos são utilizados para radiografias de órgãos fixos e de movimentos voluntários (controláveis). Exemplo: radiografia do esqueleto.
12 A ação dos ecrans intensificadores não infui na potência da radiação. A imagem se intensifica (fica mais forte), porém a qualidade e a intensidade da radiação continua inalterada.
13 Para um mesmo grau de intensidade da imagem, a radiação necessária é bem menor. Por este fato, em proteção e higiene das radiações, os ecrans são considerados um meio de proteção.
14 Em serviço de radiologia geral deve-se utilizar sempre ecrans de sensibilidade uniforme. A variação propicia erros que causam danos materiais e radiação desnecessária.
15 Os ecrans deverão manter um contato uniforme com o filme.


MANUTENÇÃO DOS ECRANS

Diariamente abrir o chassis e proceder a limpeza dos ecrans retirando impurezas e resíduos de papel ou do acolchoado com algodão seco.
Evitar a queda do chassis.
Para colocação do filme, manter o chassis com a tampa para baixo e para retirar o filme colocar o chassis sobre a mesa com a tampa para cima.
Não toque na superfície do ecran, principalmente com os dedos úmidos de químico ou suor.
Jamais tente tirar impurezas assoprando. Utilize pincel macio ou algodão seco.
Eventualmente os ecrans poderão ser lavados com algodão embebido de um químico especial ou com água e sabão neutro. A lavagem deverá ser efetuada com grande cuidado.
Após a lavagem, secar com mecha de algodão seco.

Cálculo Da Técnica Radiológia " KV e MAS "

OS FATORES FORMADORES DA TÉCNICA RADIOLÓGICA E O CÁLCULO DA TÉCNICA RADIOLÓGICA.


GENERALIDADES:

Para se obter uma boa imagem no filme radiográfico, além de um bom posicionamento do paciente ou estrutura a ser radiografada, devemos saber utilizar corretamente os “Fatores radiográficos ou elementos formadores da TECNICA” utilizada para determinado caso, de forma equilibrada e que esteja dentro dos padrões de segurança e tolerância do organismo. Tais elementos são : o kV (Quilovolt), a mA (mili amperagem), o t (tempo de exposição em seg.), a “D” (distância em cm) e a constante do aparelho (K). Existem também outros fatores, como por exemplo: o uso ou não de grades, o tipo de Écran (grão fino, médio ou grosso), o EFEITO ANÓDICO e as condições do químico usado para a revelação do filme.


                                    


Painel ou mesa de comando mostrando os fatores radiográ ficos, botões seletores de voltagem e bucky, de preparo e disparo, Leds indicadores e Agulhas com escala de leitura.

                                                     *O QUE SIGNIFICA :

A) A tensão (kV): Fator radiográfico que representa a qualidade dos raios-x, sendo também responsável pelo poder de penetração dos raios-x e pelos contrastes intermediários entre o PRETO e o BRANCO (tons de Cinza). OBS: Quanto mais kV empregado, maior será o poder de penetração, ou seja, nos exames de maior espessura a radiação secundária produzida é proporcional a quilovoltagem empregada.


OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE KV.
O KV está relacionado com a energia do feixe de raios-x;

Quanto maior o valor do KV aplicado, maior será a força de penetração dos fótons;

Em grande parte dos aparelhos de raios-x os valores de KV estão disponíveis em uma escala que varia entre 40 e 120KV;

O KV é o principal fator de controle da imagem.

Outra expressão usada para o cálculo do KV, descrita em algumas literaturas é:

ESP x 2 + CA=KV, onde:

ESP = espessura da área em cm;

CA = Constante do Aparelho;

KV = o que se quer saber.

Como calcular o kV? – Através da fórmula:
kV = 2 x e + K, onde:


kV é a quilovoltagem que se deseja, multiplica-se a “e” (espessura) por 2 e soma-se com a “K” (constante do aparelho).


EX: kV = ?

e = 20 cm, K = 30
kV = 2 x e + K
kV = 2 x 20 + 30

kV = 40 + 30


Resposta: kV = 70.

OBS: para encontrar a espessura da região a ser radiografada “e”, utilizamos um instrumento denominado “ESPESSÔMETRO”, que nada mais é que um tipo de régua ou escala graduada em “cm”. Caso não disponha deste instrumento, utilize uma fita ou régua para obter a medida.


B) A corrente mAs: Fator radiográfico que representa a quantidade de raios-x, sendo também responsável pelos contrastes fortes (PRETO e BRANCO). Essa quantidade depende do Tempo usado, pois o aumento de um pode ser compensado com a diminuição do outro, daí o termo mAs (mA x tempo). O mA depende do aquecimento fornecido ao CATÓDIO (-), pois quanto maior for o aquecimento, maior será a quantidade de elétrons flutuando sobre o catódio, ou seja, maior será a nuvem eletrônica que será projetada para a superfície do ANÓDIO, produzindo assim maior quantidade de raios-x.

A corrente não é calculada e sim calibrada na mesa de comando.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE mAs.

O mAs é o produto (multiplicação) da corrente do tubo (mA) pelo tempo de exposição (t) em segundos;

O mAs define a quantidade de fótons de raios-x aplicados em uma exposição radiográfica;

Quanto maior o mAs, maior a quantidade de fótons de raios-x no feixe e, consequentemente, maior o grau de enegrecimento (densidade) da imagem.

Como calcular o mAs ? – Através da fórmula: mAs = mA x t, onde:

mAs = é o que se deseja, o mA( miliampére) multiplica-se pelo t (tempo).


EX: mAs = ?


mAs = mA x t
mA = 300 mAs = 300 x 0,5
t = 0,5 s

Resposta : mAs = 150

Outra expressão matemática descritas em algumas literaturas:

mAs / s = mA
mAs / mA = s

O cálculo do mAs pode ser obtido através da expressão matemática:

KV x CMR = mAs, onde:

CMR = Constante Miliamperimétrica Regional.

A CMR é atribuída aos diferentes tecidos e órgãos do corpo humano.

TECIDOS / ÓRGÃOS: CMR
OSSOS = 1.0
PARTES MOLES = 0.8
PULMÕES = 0.03


C) t(s): Fator radiográfico que caracteriza o “Tempo de exposição em segundos”, está intimamente ligado com a mA, pois é o tempo de aquecimento do CATÓDIO (-), lembre-se ! quanto maior for o aquecimento, maior será a quantidade de elétrons produzidos (nuvem eletrônica), ou seja maior será a quantidade de raios-x que é empregada. O tempo (t) é a duração da emissão dos raios-x e deve ser curto nas radiografias de órgãos em movimento, com por exemplo: Coração, intestino (peristalse), pulmões etc.

D) K (CA): Fator radiográfico que caracteriza a constante do aparelho, ou seja, são padrões técnicos dos componentes eletrônicos, de acordo com sua potência (padrões do fabricante). Geralmente, utilizamos um K=30 (de 20~30*)

Como calcular a K ? – Através da fórmula usada para calcular o kV:

kV = 2 x e + K, por exemplo:

K = ?
kV = 80
e = 25 cm
kV = 2 x e + K

80 – 50 = K
80 = 2 . 25 + K
80 = 50 + K
Resposta: K = 30

OBS: Quando a grade usada for da proporção 8:1, a constante do aparelho é = a 30;
Se for de 12:1, a constante será = 40.


A grade antidifusora, criada pelo Dr. Gustav Bucky, consiste em um conjunto de finas lâminas de chumbo separadas por um material radiotransparente muito leve e possui a função de absorver radiação espalhada (secundária) originada a partir da interação do feixe de raios-x primário de radiação com a área de interesse / ou parte do corpo do paciente. Deve ser usada quando a quilovoltagem for superior a 70KV.

Existem grades fixas (Dr. Gustav Bucky) e móveis (Dr. Hollis E. Potter e Dr. Gustav Bucky – sistema POTTER-BUCKY).

E) D: fator radiográfico que caracteriza a distância do foco até o filme (DfoFi), ou seja, relaciona-se com a quantidade de raios-x que saindo do foco chega até o objeto.

Essa quantidade é inversamente proporcional ao quadrado da distância e é um fator que não está relacionado diretamente com a mesa de comando.

De acordo com a Lei de Kepler, ao dobrarmos a distância foco-filme (DfoFi), teremos que quadruplicar a intensidade da radiação, para que possamos obter uma radiografia de padrões semelhantes.

Lembre-se, a distância é medida em cm ou m, sendo mais comumente usada a distância de 100 cm ou 1 m.


F) Efeito Anódico: Fenômeno que explica a quantidade a mais de radiação no lado do CATÓDIO (-). Relaciona-se com o ângulo de inclinação do alvo ou pista de choque dos elétrons no ANÓDIO (+). Portanto, o CATÓDIO (-) sempre deve estar voltado para a região de maior densidade, por exemplo:

Em uma radiografia da coluna tóraco-lombar em AP, o CATÓDIO deve estar voltado para a região lombar, radiografia do joelho em AP, o CATÓDIO voltado para o lado da coxa e etc.


OUTRAS CONSIDERAÇÕES:
Efeito Anódico: O efeito anódico descreve um fenômeno em que a intensidade da radiação emitida pelo catodo do emissor de raios X é maior do que a do anodo.

Isso se deve ao fato de o ângulo da face do anodo sofrer grande atenuação ou absorção de raios X pelo terminal do anodo.

Estudos mostram que a diferença de intensidade do catodo para o anodo no feixe de raios X pode variar de 30% a 50%, dependendo do ângulo alvo.

Em geral, quanto menor o ponto focal, maior o efeito anódico.

Observação: Um ângulo anódico mais preciso (menor que 12°) também aumenta o efeito anódico, mas isso é determinado pelo fabricante, e não pelo técnico / tecnólogo / radiologista.